Manaus, 28 de Março de 2017
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Artigo da Semana

QUINTA-FEIRA, 09 DE MARÇO DE 2017

*Nilson Pimentel

O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO LOCAL - ZONA FRANCA DE MANAUS 50 ANOS

   A sociedade que habita o estado do Amazonas tem que se regozijar com meio século de seu único projeto de desenvolvimento econômico regional local – a ZONA FRANCA DE MANAUS (ZFM), atualmente, traduzido nas atividades econômicas do POLO INDUSTRIAL DE MANAUS (PIM). Há muito que se afirmar sobre as politicas públicas de desenvolvimento regional dos Governos Militares, as quais sob o manto da integração regional geopolítica possibilitou que se instalasse na região central da Amazônia Brasileira um enclave econômico que se sustentasse em três grandes pilares – a agricultura (setor primário), a indústria (setor secundário) e o comércio e serviços (setor terciário) e assim pudesse espraiar o desenvolvimento econômico para toda a Amazônia.

   Outro fator importante a ser observado por todos os stakeholders é o embasamento que o projeto ZFM trazia em si, os Incentivos Fiscais e Extra-Fiscais. E assim se fez a implementação desse grande projeto que resgatou a economia do Amazonas do estado de estagnação econômica que se encontrava após o deblaquê do Ciclo da Borracha.

   Decorridos meio século de sua implementação, nos quais embotou a mentalidade dos governantes do Amazonas, tanto por sua grandiosidade quanto por seus significativos resultados auferidos, para os governos federal e estadual, nesse intervalo de tempo, sem que nada mais se ousasse em termos de comprometimento com o futuro dessa imensa e rica região, objetivando o desenvolvimento econômico regional, tanto que o hinterland amazonense (61 municípios) encontra-se em total abandono e em estagnação econômica.

   Quando em discussões com pesquisadores de projetos de desenvolvimento econômico, com algumas exceções, grande parte tem posição que para uma satisfatória análise econômica de um projeto de desenvolvimento dessa envergadura, somente após os 50 anos de sua implementação os parâmetros socioeconômicos tendem a ficar bem delineados por metodologia científica especifica, com abordagens às análises de sua sedimentação, de suas analises matriciais, de agregação em cadeias produtivas, de suas cadeias de valor e de suas aderências às economias tradicionais da região na qual está instalado. Aqui se deixa as discussões políticas do projeto ZFM, no trato de sua perenidade, de defesa de sua base tributária-fiscal e de sua importância política para o Amazonas, para os gestores públicos e políticos partidários como de obrigação de ofício, pois foram eleitos e ganham para defender os interesses do Amazonas e de sua população.

   Para os pesquisadores e especialistas que discutem o tema – ZFM e PIM - no Clube de Economia da Amazônia (CEA), não se pode mais permitir que os interesses políticos se sobreponham aos objetivos da sociedade amazonense, pois essa ocorrência tem provocado relativa importância na medida de seus interesses e valorados subjetivamente pelos tomadores de decisão, prejudicando, sobremaneira, as necessidades que o Amazonas tem, como interesses econômicos em espraiar seus resultados aos demais municípios amazonenses e, não somente, na capital-estado, Manaus.

   Ainda falta muito para o Amazonas e o Brasil conhecerem intrinsecamente o projeto ZFM e seu Polo Industrial de Manaus como quinhão de importância àpreservação, à manutenção dos serviços ambientais decorrentes do bioma amazônico, à ocupação dessa imensa região com uma totalidade incalculável de biodiversidade brasileira, a qual encerra incalculável riqueza a ser explorada na racionalidade econômica, como potenciais recursos aos programas e projetos de desenvolvimento econômico regional, sem as dependências internas e externas.

   Nós amazonenses e amazônidas também temos o direito ao bem estar, à melhoria da qualidade de vida e à equidade social dessa riqueza. Somente para observação inicial do tema, se tem dois tipos de abordagens:

a) a primeira corresponde à hierarquização na ordem cardinal do valor social desse grande projeto para o Amazonas;

b) a segunda tem a relação com seu grau de alcance das metas e resultados a serem avaliadas por indicadores econômicos, com base na metodologia cientifica estabelecida para tal, para o Amazonas e sua intrínseca valoração espacial e temporal.

   Também, não se pode descartar como indicadores as questões relacionadas à formação bruta de capital fixo no Amazonas decorrentes da ZFM e suas variantes decorrentes de impacto na sociedade e na economia estadual, diretamente. Para os pesquisadores do CEA, essa avaliação tecnoeconômica científica objetiva demonstrar de forma consistente o principio da eficiência socioeconômica de alocação de recursos e que se busque estabelecer uma relação entre a eficiência econômica e a social ou, esclarecendo, entre a viabilidade econômica e a social de relevância, coerente com a teoria de preferência e seus axiomas de transitividade e indiferença da Politica Econômica da alocação.

   Sempre se procura discutir a avaliação econômica ex ante e ex post, indicando os conflitos teóricos e de política entre o princípio de eficiência econômica e social. Portanto, o que os pesquisadores do CEA tendem a demonstrar são avaliações ex ante de viabilidade econômica que analisem a alocação eficiente dos recursos, sob os enfoques privado e econômico, condicionadas à eficiência tecnológica, a eficiência alocativa e de escala, sob o princípio da eficiência econômica e que possam utilizar indicadores quantificáveis cardinalmente com usos alternativos, como por exemplo, em projetos de base endógena.

   Nesta visão estratégica, os especialistas são categóricos em afirmar que se deve atentar para readequação desse modelo de projeto ZFM, para uma arquitetura organizacional institucional de outro formato, que permita que a Instituição de gestão do modelo executar um Planejamento Econômico Estratégico de longo prazo, que abranja  a Amazônia Ocidental no sentido de processos de desenvolvimento econômico regional, no que tange a eficiência alocativa dos recursos gerados pelo modelo, principalmente de recursos de P&D, pois somente com base no desenvolvimento cientifico tecnológico inovativo se poderá levar o modelo à Industria 4.0 que já vigora no mundo econômico tecnológico atual e na atração de novos investimentos de plantas fabris desse segmento, saindo do fluxo de commodities eletroeletrônicas e afins, que vigorou até esse quartil do século XXI.   

   É esse o maior desafio desse modelo. Contudo, a análise da eficiência social e dos métodos para fundamentar a viabilidade social ou relevância ex ante e, relevância social ex post, são respectivamente, do campo dedutivo da Ciência Econômica e o campo técnico da governança da gestão pública, existente: Governo Estadual e Municipal e da Superintendência da Zona Franca de Manaus.

   Por outro lado, ao se querer tornar perene a possibilidade desse projeto de desenvolvimento regional sustentável, se terá que caracterizá-lo como um processo de mudanças constantes, no qual se compatibilize a exploração de recursos de produção (independente de origem), o gerenciamento de investimentos tecnológicos e as mudanças institucionais com o presente e o futuro da região. Pois, para aqueles pesquisadores, o desenvolvimento sustentável é um processo de aprendizagem social de longo prazo, sustentado por políticas públicas orientadas por planejamento econômico estratégico de médio e longo prazo.

   Para tanto, de modo esclarecedor, o economista Ignacy Sachs dispõe: 

“Sustentabilidade social – refere-se ao desenvolvimento que tem por objetivos a melhoria da qualidade de vida da população, não perdendo de vista a questão do bem estar social”.

   Para o caso de regiões com problemas de desigualdade e de inclusão social, implica a adoção de políticas distributivas e a universalização de atendimento as questões como saúde, educação, habitação e segurança social.  

“Sustentabilidade política – refere-se ao processo de construção da cidadania para garantir a incorporação plena dos indivíduos ao processo de desenvolvimento”.

"Sustentabilidade econômica – refere-se a uma gestão eficiente dos recursos em geral e caracteriza-se pela regularidade de fluxos do investimento público e privado. Implica na avaliação da eficiência por processos macrosociais.”

(*) Economista, Engenheiro e Administrador de empresas, com pós-graduação: MBA in Management (FGV), Engenharia Econômica (UFRJ), Planejamento Estratégico (FGV), Consultoria Industrial (UNICAMP), Mestre em Economia (FGV), Doutorando na UNINI-Mx, Consultor Empresarial e Professor Universitário

 

 

TERÇA-FEIRA, 07 DE MARÇO DE 2017

*Nilson Pimentel

O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO LOCAL - AMAZONAS II

   Ainda nesses dias que antecedem o 50º aniversário de implementação do projeto Zona Franca de Manaus (ZFM), se tem travado discussões com outros pesquisadores sobre as diversas causas da estagnação econômica que os Municípios do estado do Amazonas, mesmo e a despeito da existência de imensos recursos naturais e de potenciais econômicos assentados nos espaços territoriais desses municípios e do grandioso volume de recursos gerados pelas atividades econômicas do Polo Industrial de Manaus (PIM).

   Antes que se coloquem as divergências de ideias sobre as questões que envolvem o desenvolvimento econômico regional local, se faz necessário ressaltar que seja comum em quase todas as abordagens que o desenvolvimento econômico de determinada região deva demonstrar melhorias na qualidade de vida da sociedade, que bem poderiam se caracterizar pela disponibilidade de serviços e bens acessíveis a todos os indivíduos daqueles espaços territoriais que passam por indução de processos de desenvolvimento econômico. Visto assim, entende-se que as ações indutoras podem se caracterizar como possibilidades para que a organização espacial condicione naturalmente o desenvolvimento econômico, criando mobilidades e acessos a maiores oportunidades para uma apropriada utilização dos recursos naturais e humanos daquele espaço territorial.

  Para tanto, nas discussões no Clube de Economia da Amazônia (CEA) os especialistas, em geral, sempre remetem que os processos e ações de desenvolvimento econômico regional devem iniciar-se e mantém relação intrínseca com as possibilidades da utilização reacional dos recursos naturais e demais fatores de produção, pois são inerentes à aglomeração das atividades econômicas e a concentração de pessoas, com a distribuição destes no espaço territorial municipal. Tanto é assim, que alguns pesquisadores econômicos enfocam que existam problemas quanto à densidade demográfica nos municípios amazonenses, o que influencia na desigualdade em termos de mercado e em renda, como seja:

 a)      se refere a problemática da desigualdade regional, entre os Municípios e entre as 9 sub-regiões do Amazonas, principalmente da renda per capita, o que denota a ausência de politicas públicas específicas que minimize e que melhor adeque esse problema;

 b)      o outro problema, além da baixa densidade populacional entre os Municípios dessas sub-regiões, há um problema maior, que é da desigualdade da renda total, o que demonstra que em alguns espaços territoriais existam mais atividades econômicas que em outros, provocando maior desigualdade na renda absoluta entre as sub-regiões e entre os municípios em geral.

  Portanto, visto como um problema de proporcionalidade populacional dentro de cada sub-região, haja vista a mobilidade do fator trabalho entre as sedes municipais e a capital-estado Manaus, o que influencia, sobremaneira, o mercado de produtos e de fatores. Por outro lado, outra questão tão importante, é o da concentração da produção, que no caso do Amazonas se dá na cidade de Manaus por força do projeto Zona Franca de Manaus (ZFM) com as atividades dinâmicas do Polo Industrial de Manaus (PIM), que nesse caso específico não é um problema, mas uma solução regional, entretanto, somente tem provocado o crescimento da economia de Manaus que traz de arrasto a economia total do Amazonas, o que teoricamente é um simples modelo concentrador de produção.

  No primeiro momento de análise o que se tem é um aumento da densidade populacional e respectiva renda, deixando para a ‘periferia’, (Região Metropolitana e demais municípios), certo vazio demográfico e baixa renda. De certa forma, com densidade populacional elevada, em Manaus se vê carência de espaços públicos, inclusive déficit residencial, acarretando desutilidade econômica à sociedade e desigualdade de salários naqueles que atuam no PIM, e não bem-estar. Assim, qual é o problema da concentração da produção?

  No olhar estritamente econômico, não há problema, a menos que esteja havendo deseconomia de escala e que não esteja sendo captada pelo mercado, o que no caso o PIM e os resultados positivos indutivos à economia total do Amazonas não há problema regional, mas o descaso e a falta de comprometimento com aquela ‘periferia’ em termos de políticas específicas para desenvolvimento econômico regional, que não é problema econômico. No caso do Amazonas, em face da base física geográfica do estado, a indução de políticas e/ou processos de desenvolvimento econômico regional por possível motivação não econômica tende ao aproveitamento econômico de base endógena que seja possível ordenar as atividades econômicas produtivas nas áreas que mais os espaços territoriais tenham capacidade de sustentação dessa base produtiva (solução inviável economicamente à industrialização), que seja voltada a sustentação da renda esperada por aquela sociedade, senão a frustra e condena a mais miséria.

  No Amazonas se tem casos até hilários nesse sentido ou de falha no projeto, falta de avaliação da viabilidade econômica, etc, como no caso do dito “bacalhau de pirarucu”, a “colonização agrícola dos russos”, “o zona franca verde”, “o dendê do amazonas”, o “amazonas - maior produtor de peixe”, etc, etc, etc. Entendem aqueles especialistas do CEA que no Amazonas ainda não se rompeu algumas restrições ‘comportamentais’ de movimento anti cultural de que “somente essas coisas só pontual aqui”, “que seja único no mundo”, “do que seja vontade política do governante e não de análises de viabilidade técnico-econômica”, ou de outra forma, se deva buscar conhecimentos onde tem, pois isto não representa demérito para ninguém.

   Ao se propor um programa ou projeto de desenvolvimento econômico regional não se estar buscando alternativas aos existentes, mas abrindo outras frentes de possibilidades de investimentos com possíveis exequibilidades econômicas, principalmente de base endógena, que detenham resultantes econômicas do emprego, da renda, dos fluxos econômicos convergentes intra sub-regiões e com as externalidade positivas que a economia total do Amazonas tanto necessita. No Amazonas essa base endógena, com estratégias de desenvolvimento regional tende a refletir no setor primário com possibilidades de convergências econômicas em Polos agroindustriais e de agronegócios, que se apresente nessa nova elaboração de incentivos fiscais claros aos segmentos e que leve a verticalização produtiva dos recursos naturais disponíveis. Portanto, se ainda tem o Governo estadual como principal indutor dessa corrente de base endógena, se precisam desenvolver estratégias e características próprias para cada sub-região ou ate mesmo cada município, onde há necessidade de reforçar o crescimento endógeno e procurar mercados que leve a convergências econômicas entre as sub-regiões.

  Os especialistas sempre pontuam que os problemas econômicos regionais do Amazonas advêm das desigualdades que o processo de desenvolvimento se difunde, ou seja, as economias externas as sub-regiões sempre conseguem captar fatores de produção das mais pobres, e o que desperta o interesse pela Economia Amazonense total se deve a elevada concentração urbana, de emprego e renda, que se localiza em Manaus, a capita-estado, naquilo que traz na quase totalidade de localização das atividades econômicas dinâmicas geradoras de altos resultados positivos, do mercado e do elevado consumo, das economias de escala proporcional às plantas fabris e da concentração da mão de obra mais qualificada.

  Pois o grande desafio de todos é a busca desse desenvolvimento econômico regional que sustente a Economia Amazonense sem as dependências às atividades econômicas do PIM, pois não é possível que se tendo essa imensa riqueza natural a ser explorada, ainda não se tenha feito nada até primeiro quartil do século XXI.

(*) Economista, Engenheiro e Administrador de empresas, com pós-graduação: MBA in Management (FGV), Engenharia Econômica (UFRJ), Planejamento Estratégico (FGV), Consultoria Industrial (UNICAMP), Mestre em Economia (FGV), Doutorando na UNINI-Mx, Consultor Empresarial e Professor Universitário

 

 

SEXTA-FEIRA, 17 DE FEVEREIRO DE 2017

*Nilson Pimentel

O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO LOCAL - AMAZONAS I

   Quando se trata em demonstrar o desenvolvimento regional dentro dos aspectos do desenvolvimento econômico local se ressalta, dentro de outros fatores, o aprimoramento da gestão, apontado em indicadores econômicos, financeiros e sociais, com intenção de máxima eficácia na busca de resultados que possibilite alavancar a qualidade de vida da sociedade envolvida. Contudo, é fundamental explicar os atores coadjuvantes que integram e compõem o processo como o marcante daquele território e da região em que se insere.
   O tema desenvolvimento regional do ponto de vista teórico que ao final se embasam as especificidades e detalhes a serem destacados sobre o município, razão do atual interesse para fins de conhecimento e análise do crescimento econômico a ser identificado nas sub-regiões amazonense. Nesse sentido, no Amazonas, os espaços territoriais municipais e as sociedades locais e suas economias, de certo modo, vivenciam, em diferentes escalas e intensidades, processos de estagnação estrutural de amplitude e profundidade consideráveis, haja vista o abandono por longos períodos.
   O desafio dessa fase de reestruturação econômica e organizacional constitui um processo de mudança social, institucional e cultural profundo, no qual há que identificar a introdução de inovações que propiciem a abertura de novos horizontes no tocante à reordenamento da produção regional local e ao funcionamento competitivo, estimulando o surgimento de novos setores e atividades econômicas que propicie a sociedade a oferta de postos de trabalho e auferição de renda. A fase de transição dependerá dos governantes que imprimam a governança na gestão pública.
   O mundo mudou, os sistemas mudaram, a economia é uma constante de mudanças, os mercados mudaram e as organizações mudaram e/ou devem mudar, para isso o gestor público deve está preparado ou entender isto como necessário, pois atualmente, as necessidades passaram a demandar que a atividade “compliance” seja um cargo que vai além de normas e políticas, se devem incluir os processos e demais instrumentos da gestão, daí a importância do mapeamento dos mesmos e sua gestão, buscando suas melhorias.
  Entende-se que seja quase impossível definir normas e procedimentos internos, para garantir que a organização quer pública ou privada, esteja em conformidade, sem que no mínimo haja domínio e conhecimentos para tal, das funções institucionais, dos objetivos, do alcance social e dos negócios, de todos os processos e a abrangência dos mesmos, interna e externamente. E, para os especialistas do Clube de Economia da Amazônia (CEA), não é por agraciamento da eleição que políticos se achem preparados para tal desafio, pois alguns nem mesmo tem a dimensão e entendem dos problemas municipais que irão enfrentar. Para esses economistas desenvolvimentistas, toda essa governança pública tem efeitos de acordo com as circunstâncias, localização, ritmo e amplitude de cada economia e as diferenciações constituem desafios específicos que exigem uma inteligente e complexa formulação de políticas para enfrentar tais desafios e especificidades. Portanto, o que se tem observado nesse processo, dentre outros fatos, uma reestruturação econômica pode produz uma urbanização heterogênea e diversificada, cujas principais características são:
 
a) a interiorização do fenômeno urbano;
b) a rápida urbanização das áreas de fronteira econômica;
c) o adensamento das cidades-sede municipais;
d) a expansão da periferia da cidade-capital como maior centro urbano; e
e) a consolidação do centro metropolitano-Manaus.
 
   Por outro lado, quando se trata de programa ou projeto que o agente Governo tende a impulsionar determinada região municipal, não tem comprometimento essencialmente à noção fundamental de diferenciação de áreas geográficas, pois cada um observa aspectos ditos inovadores e significativos em cada programa ou projeto indutor, que ao final contribuindo efetivamente para estudos regionais, como no caso da tal “nova matriz econômica ambiental”.
   Assim como no caso das discussões no CEA, presentemente, os economistas tendem às Teorias Clássicas da Localização para analisar o desenvolvimento regional do Amazonas, na qual enfatizam os fatores de produção, aglomeração das atividades econômicas, os fluxos de sinergias e as possíveis convergências econômicas, se houver. Pois, entendem aqueles espaços territoriais como dimensão espacial e suas delimitações limites. Eles entendem que processo de desenvolvimento econômico local devem envolver os atores sociais e a própria sociedade local como beneficiários dessa indução econômica, tanto que se questiona como o processo pode influir nas atividades econômicas que possibilitem o desenvolvimento econômico que retire da estagnação o município?
   Olhando o Amazonas com suas 9 sub-regiões nas quais comportam os 62 municípios, se pode entender porque o desafio de processos de desenvolvimento econômico local é tão difícil de se implementar, haja vista, que a região é um conjunto de lugares espaciais, onde as diferenças internas entre esses lugares são menores que as diferenças entre as sub-regiões. Entretanto, para os especialistas, compreende-se economicamente como sobreposição de zonas de influência das cidades nelas contidas, em há uma serie de relações de interdependências de fatores de ordem econômica, política e social. Assim, cabe ressaltar o que diz o Professor Boiser: “O desenvolvimento de uma região, ao longo prazo, é explicado pela interação de vários tipos de processos ou forças, que são os usos dos recursos naturais, os efeitos indiretos das políticas macroeconômicas e setoriais, e um conjunto de elementos políticos institucionais e sociais, agrupados sob a denominação de capacidade de organização social da região”.
   Também, há de se relacionar o desenvolvimento econômico local com os recursos naturais e os fatores de produção, tão necessárias à aglomeração e concentração dos atores e às atividades econômicas, e as suas distribuições espaciais, que possibilitam a distribuição das atividades econômicas que poderão ser ordenadas a partir dos locais de produção e do mercado de consumo. Por isso o desafio de induzir o desenvolvimento econômico local no Amazonas (se fosse fácil, outros governantes já teriam feito) de dimensões continentais, com um território dotado de imensa e rica diversidade ambiental, sociocultural, marcada por profundas desigualdades sociais e regionais é uma constante que tem pairado sobre o governo estadual nesses últimos 50 anos.

(*) Economista, Engenheiro e Administrador de empresas, com pós-graduação: MBA in Management (FGV), Engenharia Econômica (UFRJ), Planejamento Estratégico (FGV), Consultoria Industrial (UNICAMP), Mestre em Economia (FGV), Doutorando na UNINI-Mx, Consultor Empresarial e Professor Universitário

 

 

SEXTA-FEIRA, 03 DE FEVEREIRO DE 2017

*Nilson Pimentel

O AMAZONAS E A INTEGRAÇÃO SUBREGIONAL

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Tanto se tem tratado sobre processos de desenvolvimento econômico regional e se discutido no âmbito do Clube de Economia da Amazônia (CEA) sobre questões determinantes que tendem às possibilidades de se implementar programa(s) que resgatem economias locais em estagnação econômica, levando-se em consideração os conhecimentos científicos e tecnológicos que fazem o estado d’arte do Pensamento e Ações Econômicas que ditam os tempos de mudanças na globalização econômica.
 
Por alguns indicadores macroeconômicos e dados econômicos de pesquisa de campo, recente, se tem observado que existe um “modelo mental” a ser modificado no Amazonas e não é diferente de outras regiões da Amazônia, notadamente dos novos gestores municipais que agora assumem.
 
Alguém precisa olhar sobre o muro e vê que existe ‘outro mundo em mudanças acontecendo do outro lado’, pois a forma de gestão por aqui praticada não surtirá mais em resultados nesses tempos de mudanças.
 
Muito se têm explorado os conhecimentos que se baseiam as teses sobre a teoria do desenvolvimento regional local, mais apropriada às regiões como o território amazonense, de modo a compreender os processos de desenvolvimento dos espaços territoriais municipais.
 
Assim, em uma reunião para expor alguns fatores referenciais de potencialidades regionais do Município de Manacapuru e que bem poderiam ser abraçados nesse início de gestão do novo alcaide.
 
No entanto, por experiência e ouvindo palavras do prefeito depreendeu-se que a forma atrasada de encarar a gestão municipal deva continuar naquele Município, seguindo a mesma ‘cartilha partidária de gestão’ que implantaram no Amazonas nesses últimos 40 anos.
 
Ressalte-se que a apresentação se revestiu de um leque de oportunidades demonstrado para outro horizonte econômico para o Município, diferente do que tem passado pelas municipalidades amazonenses, mas para isto ocorrer, alguém tem que olhar sobre o muro.
 
Por isso, para os especialistas do CEA acreditam que fatores determinantes influenciam as estruturas espaciais de uma economia municipal, tais como:
 
a) as economias de aglomeração, de serviços e de transformações, tanto das famílias quanto das empresas, como em Parque Industrial Municipal;
b) a inovação tecnológica e de processos que altere e modernize as atividades econômicas produtivas do Município, reordenamento das atividades produtivas em sinergias econômicas;
c) demonstração de como a mobilidade dos fatores de produção e da chegada de novas formas de fazer negócios poderá alterar a economia local, resgatando economias municipais em estagnação;
d) a importância de se buscar novas parceiras que possibilitem financiar investimentos produtivos regionais e que aproveitem adequadamente o capital social e politico do Município e;
e) que a nova gestão municipal busque as mudanças que possibilite a eficiência por força do instrumento de Planejamento Econômico Estratégico.
 
Para aqueles especialistas que estiveram apresentando as potencialidades e oportunidades para desenvolvimento econômico regional local em Manacapuru, é de primordial importância por parte da nova gestão municipal o reconhecimento de que esses fatores são determinantes para o desenvolvimento econômico municipal, pois reorganizam e ordenam determinadas atividades econômicas estratégicas para o Município sair da estagnação econômica que se encontra, pois tende envolver os atores sociais e os agentes econômicos focados nos mesmos objetivos de sinergia convergentes entre os projetos a serem implementados.
 
Para os economistas do CEA, o estado do Amazonas passa por importante momento de transição econômica, primeiramente no âmago de seu único projeto de desenvolvimento regional, o Polo Industr